2008-05-26
Pernambuco Executa o Maior Programa Rodoviário de Sua História

O Ministério dos Transportes realiza atualmente em Pernambuco um programa de obras que é tido como “o maior da história rodoviária do estado”. A definição é do engenheiro Marcos Crispim, superintendente do DNIT em Pernambuco desde outubro de 2005, que destaca a sensibilidade do ministro Alfredo Nascimento e de todo o staff do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes como fundamentais para a execução dos projetos em curso: “São ações estruturadoras, de elevado alcance socioeconômico, de modernização da infra-estrutura de transportes e de melhoria da qualidade de vida da população”.
Do litoral ao sertão pernambucano, as obras se sucedem nas rodovias para melhorar a logística do escoamento do interior de Pernambuco e promover o desenvolvimento regional, já em franco processo de aceleração. São intervenções de implantação, duplicação, restauração, conservação e sinalização.
O objetivo é facilitar ao máximo a movimentação de pessoas e cargas, com mais segurança, conforto e rapidez. Diminuir os custos de transportes e aumentar a competitividade, potencializando a produção industrial, o comércio a construção civil, o turismo e o setor de serviços em geral, são metas claras do DNIT/PE.
Duplicação da BR-101 Nordeste
A obra mais emblemática do conjunto é, certamente, a duplicação da BR-101 Nordeste, maior obra rodoviária em execução no Nordeste, que soma recursos da ordem de R$ 1,5 bilhão numa extensão de 336,5 quilômetros. Nos três lotes de Pernambuco a BR-101 registra um volume médio diário de tráfego da ordem de 30 mil veículos, em determinados trechos.
Quando concluídas as obras, a BR-101 terá em Pernambuco o maior trecho duplicado da rodovia: 180 quilômetros. Sessenta quilômetros já estão duplicados, na Região Metropolitana do Recife, os outros 120 quilômetros estão em obras. Os investimentos somam mais de R$ 500 milhões.
As obras avançam em ritmo acelerado, em três lotes, no estado de Pernambuco.
“Temos, grandes desafios, como as desapropriações e relocações, que são coisas que demoram até serem concluídas, mas estes desafios estamos conseguindo vencer”, explica Marcos Crispim, “hoje nós estamos como as obras bastante avançadas e em todos os trechos já é possível ver o novo pavimento implantado”. Na pista antiga será feita uma restauração das placas de concreto existentes e uma cobertura com camada de asfalto em CBUQ. Na pista nova toda a rodovia será feita em placas de concreto, um pavimento nobre, de grande durabilidade, ideal para suportar o tráfego na região.
Características
A BR-101 é uma rodovia longitudinal, com início em Touros, no Rio Grande do Norte, passando por Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Vitória do Espírito santo, Rio de Janeiro, Santos, Florianópolis, até Rio Grande, no Rio Grande do Sul, com 4.517 quilômetros de extensão.
Sua duplicação justifica-se pelo volume de tráfego que apresenta, pelo elevado índice de acidentes e, em particular, pelas características técnicas atuais, insuficientes e inadequadas para assegurar um nível de serviço razoável. Em conse quencia, a ultrapassagem se torna uma operação de alto risco, sendo freqüente os congestionamentos, principalmente, nos fins de semana.
Vem aí a Restauração do Contorno da Capital
Está sob a supervisão de Euclides Bandeira a obra mais emblemática do DNIT/PE, os três lotes da duplicação da BR-101 Nordeste no estado. Mas ele anuncia que a restauração dos 40.9 quilômetros do Contorno da capital, por meio de Lote especial da duplicação da BR-101, será a obra que vai dar mais visibilidade ao trabalho da Superintendência do DNIT: “A licitação deve acontecer ainda no primeiro semestre”, acredita Euclides.
Será aplicada uma nova camada de pavimento sobre todo o trecho, além de iluminação moderna e construção de viadutos e vias marginais, capazes de melhorar a trafegabilidade dos 50 mil veículos que trafegam diariamente pelo contorno do Recife.
Euclides conta que, além da BR-101, também integram a sua jurisdição a BR-408, na Região Metropolitana; a BR-232 (até Bezerros) que está delegada ao DER; e seis quilômetros da BR-363 em Fernando de Noronha.
Fonte: Revista Rodovia e Vias - Ano IX - Número 34