2008-04-16
DRIBLANDO AS INTEMPÉRIES

O Nordeste brasileiro está vivendo um dos seus piores momentos com a intensidade anormal das chuvas que vêm ocorrendo na região, trazendo consigo sofrimento e dor para a população nordestina, tantas vezes atingida pelo fenômeno oposto: o da seca!
Atípicos, os fenômenos climáticos que ora assolam os principais estados nordestinos são conhecidos como sistemas ZCIT (Zona de Convergência Intertropical). Segundo a meteorologista Ivanete Ledo, do Instituto Nacional de Meteorologia – Inmet - eles são provocados pelas nuvens que, geralmente, trazem as chuvas para as regiões Norte e Nordeste, uma frente fria oriunda do Sul e a Alta da Bolívia que transporta a umidade vinda do Amazonas para as regiões Centro-Oeste e o sertão do Nordeste.
Segundo ela, esses fenômenos acontecem em épocas diferentes do ano. O encontro dos três gera toda essa instabilidade climática que o Nordeste está enfrentando.
Enquanto o Sul-Sudeste acontece as chamadas “chuvas de verão”, o Nordeste é atingido por altos índices pluviométricos que já causaram a morte de mais de 50 pessoas somente na Paraíba , desabrigando mais de cem mil e destruindo casas, açudes, estradas, trazendo graves reflexos para a economia local que tem na agricultura e a pecuária a base de sustentação da maioria dos habitantes locais.
Os problemas gerados pelas chuvas não se restringem apenas ao homem do campo!
As obras de adequação de capacidade de tráfego e duplicação da BR-101 – Corredor Nordeste – também vêm sofrendo com a constância das pesadas chuvas que se abatem no Litoral, causando uma série de transtornos que, com certeza, haverão de desaguar no cumprimento dos cronogramas preestabelecidos.
Não se pode conciliar terraplenagem, aterros ou qualquer tipo de construção que dependa do sol para sua perfeita aderência com o efeito destruidor provocado pelas chuvas. Estas, quando se abatem de maneira implacável, derrubam o mais otimista dos planejamentos, colocando em xeque a contagem regressiva dos prazos, cujos resultados quando negativos são de imediato lançados na planilha da contabilidade dos prejuízos para as empresas.
Mas, nem tudo é transtorno nas obras de duplicação da BR-101/PB.
O Consórcio CRAlmeida S/A, composta pelas empresas Via-Engenharia S/A, EMSA – Empresa Sul Americana de Montagens, responsável pelos 40,4 quilômetros do Lote 3, divisa RN/PB ao entroncamento da PB-041, no município de Mamanguape (PB), encontrou uma maneira sui-generis para enfrentar o problema com as chuvas sem paralisar as obras, acoplando um enorme toldo para proteger a confecção das placas de concreto, garantindo com isto a continuação dos trabalhos de pavimentação mesmo com a ameaça de tempo chuvoso.